Por Redação do ge — Rio de Janeiro
30/10/2026 17h21 Atualizado 30/10/2026
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Enquanto os pilotos vão à pista para os treinos livres do GP do México, nesta sexta-feira (30), a F1 enfrenta um problema fora dos circuitos. O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, afirmou que Pierre Gasly, da Alpine, recebeu 13 mil ameaças de morte após o GP da Espanha, em setembro. Em entrevista ao site The Drive, o dirigente defendeu punições aos responsáveis pelos ataques virtuais e cobrou o envolvimento de pilotos, equipes e da imprensa no combate ao assédio online.
O episódio ocorreu após um incidente envolvendo Gasly e seu companheiro de equipe, o argentino Franco Colapinto, durante a corrida em Madri. Nas voltas finais, o francês retardou o avanço do colega, que reclamou pelo rádio e temia perder posições para Oscar Piastri, da McLaren. Colapinto terminou a prova em sétimo lugar, enquanto Gasly cruzou a linha de chegada em 12º.
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Jornalista Rodrigo França faz análise prévia do GP do México de F1 2026
A situação provocou uma onda de ataques nas redes sociais contra o piloto francês, que relatou ter sido alvo de mensagens ofensivas, assim como sua namorada e familiares. A reação dos torcedores levou Colapinto a pedir publicamente que seus apoiadores interrompessem as agressões. O chefe da Alpine, Flavio Briatore, também ameaçou restringir o acesso do argentino à imprensa caso os ataques continuassem.
Pierre Gasly recebeu ameaças de morte após GP da Espanha de 2026 — Foto: Clive Rose/Getty Images
Diante do caso, Ben Sulayem reiterou a necessidade de medidas para identificar e punir os responsáveis. Segundo o presidente da FIA, a entidade pretende recorrer à inteligência artificial para ajudar a identificar autores de ataques virtuais, inclusive aqueles que se escondem atrás de perfis anônimos. Ele também defendeu a possibilidade de expulsar de eventos da categoria espectadores e profissionais da imprensa envolvidos em práticas abusivas.
— Se lutarmos contra isso sozinhos, vamos fracassar. Não podemos fazer isso sozinhos — afirmou o dirigente.
Mohammed Ben Sulayem cumprimenta Pierre Gasly após a classificação do GP dos EUA. — Foto: Dustin Safranek/AFP
A FIA já mantém a campanha United Against Online Abuse ("Unidos Contra o Assédio Online", na tradução para o português), voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência virtual. Para Ben Sulayem, no entanto, a iniciativa precisa contar com o apoio de toda a comunidade da Fórmula 1. O dirigente ressaltou que os próprios pilotos têm responsabilidade sobre o comportamento de seus fãs e devem se posicionar contra ameaças e ataques direcionados a outros competidores.
O presidente também lembrou que o problema não se limita a um piloto ou a uma torcida específica. Ao longo da história da categoria, outros nomes, como Lewis Hamilton, foram vítimas de ataques. Para o dirigente, a mobilização conjunta é fundamental para impedir que o assédio afaste profissionais e comprometa o ambiente do automobilismo.
Infos e horários GP do México de F1 2026 — Foto: Infoesporte