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Auxiliar reconhece pressão por acesso no Novorizontino, mas tenta tranquilizar elenco

Por Gabriel Castro — Novo Horizonte, SP 02/11/2026 07h00 Atualizado 02/11/2026 Novorizontino 2 x 1 Operário-PR | Melhores Momentos | 36ª rodada | Brasileirão Série B À frente do Novorizontino na ausência do suspenso Enderson Moreira, o auxiliar técnico Luís Fernand…

Auxiliar reconhece pressão por acesso no Novorizontino, mas tenta tranquilizar elenco
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Por Gabriel Castro — Novo Horizonte, SP

02/11/2026 07h00 Atualizado 02/11/2026

Novorizontino 2 x 1 Operário-PR | Melhores Momentos | 36ª rodada | Brasileirão Série B

À frente do Novorizontino na ausência do suspenso Enderson Moreira, o auxiliar técnico Luís Fernando Flores valorizou a vitória por 2 a 1 sobre o Operário-PR, na noite deste domingo. O resultado devolveu ao Tigre do Vale a liderança da Série B, com 67 pontos, e deixou a equipe a uma vitória de conquistar o acesso inédito à elite do Campeonato Brasileiro.

Apesar das oportunidades desperdiçadas, Flores avaliou positivamente o desempenho do Aurinegro e destacou a importância do resultado, mas pregou cautela diante da proximidade do objetivo.

— No geral, acho que fizemos um bom jogo. Poderíamos ter criado mais e feito mais gols, mas, graças a Deus, o mais importante foi o resultado, a vitória que nos deixa muito próximos do nosso objetivo. Ainda faltam dois jogos e nosso objetivo maior é somar o máximo de pontos possível para conquistar aquilo que buscamos durante toda a temporada.

Luís Fernando Flores comandou o Novorizontino contra o Operário-PR — Foto: Juan Rodrigues/Novorizontino

O auxiliar também destacou a presença dos mais de seis mil torcedores presentes no Jorjão, especialmente após o gol do Operário no início do segundo tempo, quando o Novorizontino passou a enfrentar dificuldades para administrar a vantagem.

— O torcedor foi importantíssimo, principalmente no momento difícil do jogo, quando eles conseguiram descontar no início do segundo tempo. A gente acabou sentindo um pouco, se precipitando em algumas situações em que poderia ter feito escolhas melhores. O torcedor percebeu isso e apoiou. Temos que agradecer muito.

Os dois gols do Novorizontino tiveram origem em jogadas de bola parada. Nicolas Careca abriu o placar após aproveitar o rebote de uma cobrança de falta de Robson, enquanto Matheus Bianqui ampliou com uma meia bicicleta em jogada iniciada após uma cobrança. Flores ressaltou a importância desse fundamento em uma competição marcada pelo equilíbrio entre as equipes.

— A bola parada tem um peso muito grande hoje, principalmente na Série B, em que muitos jogos são decididos dessa forma. A gente treina algumas jogadas, mas temos mais de cem gols na temporada e acredito que poucos foram de bola parada. Desta vez, graças a Deus, conseguimos aproveitar essas situações, mas também poderíamos ter marcado mais gols em jogadas trabalhadas.

Nicolas Careca comemora gol do Novorizontino contra o Operário-PR — Foto: Juan Rodrigues/Novorizontino

Flores também reconheceu que a proximidade do acesso tem provocado ansiedade no elenco. Segundo ele, as frustrações das temporadas anteriores, quando o clube ficou próximo da promoção, contribuem para aumentar a pressão sobre os jogadores, mesmo entre aqueles que não participaram dessas campanhas.

— O momento é muito importante para o clube, por aquilo que aconteceu nos anos anteriores. Embora os jogadores não sejam os mesmos, acabam sentindo um pouco daquela pressão, daquela ansiedade para fazer as coisas acontecerem logo, para conseguir essa classificação e esse acesso. Isso é normal.

— Já fui atleta profissional e sei que, nesse momento, a gente se cobra muito. Quer tanto acertar que, às vezes, acaba precipitando as coisas, e acredito que foi o que aconteceu. Vamos conversar durante a semana e esperamos que essa vitória dê um pouco mais de tranquilidade para o próximo jogo. Está tudo dentro da normalidade, é a pressão para que os resultados venham logo.

O auxiliar ainda explicou as substituições de Luís Oyama e Robson no intervalo. Enquanto o volante foi retirado por já ter recebido cartão amarelo, o atacante, artilheiro da equipe, segue em recuperação de uma lesão na panturrilha e precisou ser preservado.

— As trocas foram muito em função dos cartões. O Oyama estava amarelado, o Patrick também, e ficamos um pouco preocupados. Escolhemos tirar o Oyama. O Robson sentiu um pouco, vem fazendo o máximo esforço, se tratando para poder nos ajudar. Tem sido um guerreiro, então procuramos preservá-lo. Acredito que os dois jogadores que entraram também ajudaram muito a equipe.

Reidiney domina a bola pelo Novorizontino contra o Operário-PR — Foto: Juan Rodrigues/Novorizontino

Por fim, Flores criticou a falta de uniformidade nos critérios da arbitragem, principalmente na distribuição de cartões amarelos ao longo da partida.

— São critérios que a gente não entende. No primeiro tempo, o árbitro deu vários cartões amarelos. No segundo, em situações em que deveria continuar dando, já não deu. Houve umas três situações da equipe deles em que, se aplicasse o cartão, teoricamente teria expulsado um jogador. Tem muita gente reclamando da arbitragem, e nós também não estamos satisfeitos.

Com 67 pontos, o Novorizontino lidera a Série B, dois à frente do vice-líder Juventude e quatro acima do Vila Nova, primeiro time fora do G-2. O Tigre do Vale pode confirmar o acesso à Série A já na próxima rodada, caso vença o Fortaleza no sábado, às 16h10, no estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte.