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Torcedor é preso em flagrante por injúria racial, e jogo fica paralisado na última divisão em MG

Por Bruno Ribeiro — Muriaé, MG 02/11/2026 12h05 Atualizado 02/11/2026 Um torcedor foi preso na última sexta-feira por suspeita de injúria racial em uma partida da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, que corresponde à terceira divisão em Minas Gerais.

Torcedor é preso em flagrante por injúria racial, e jogo fica paralisado na última divisão em MG
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Por Bruno Ribeiro — Muriaé, MG

02/11/2026 12h05 Atualizado 02/11/2026

Um torcedor foi preso na última sexta-feira por suspeita de injúria racial em uma partida da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, que corresponde à terceira divisão em Minas Gerais. Um idoso de 60 anos foi detido por supostamente ter feito ofensas racistas ao árbitro Raphael Noeinstein de Araújo que apitava o duelo entre Nacional de Muriaé e Venda Nova pela segunda rodada do Hexagonal Final.

De acordo com o comunicado da Polícia Militar de Minas Gerais, os policias foram acionados após relatos de que um torcedor teria dito expressões de cunho racista contra o árbitro da partida, de 27 anos. A súmula, no entanto, não informa com exatidão quem teria sido o alvo das ofensas (veja na sequência da reportagem).

Jogo entre Nacional de Muriaé e Venda Novva pela Segunda Divisão do Mineiro é paralisado por suspeita de injúria racial — Foto: Reprodução/FMF TV

Segundo a PMMG, o suspeito foi identificado e abordado pela equipe policial. Durante a intervenção, ele confirmou ter proferido expressões ofensivas, porém alegou que elas teriam sido direcionadas a outra pessoa, e não ao árbitro. O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de injúria racial.

O torcedor e os demais envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil após a partida que terminou com empate por 1 a 1, no Estádio Soares de Azevedo. O ge não teve acesso ao Boletim de Ocorrências.

O Nacional de Muriaé, mandante da partida, publicou nota em que repudiou veemente o ocorrido e tratou o episódio como um “ato isolado”, que não caracteriza a torcida do NAC (veja a arte publicada pelo clube a seguir).

O ge entrou em contato com a Federação Mineira de Futebol, mas ainda não houve posicionamento da entidade.

Apesar do relato oficial da Polícia Militar de Minas Gerais, o documento da partida não informa com exatidão quem teria sido alvo da suposta injúria racial.

A súmula, escrita pelo próprio árbitro Raphael Noeinstein de Araújo, registra que o jogo foi paralisado por sete minutos a partir dos 29 do primeiro tempo, informa quais as testemunhas que denunciaram o fato, mas não deixa claro quem foi o alvo dos insultos racistas.

Súmula não indica quem sofreu as supostas ofensas racistas — Foto: Reprodução/FMF

— Cumpro informar que aos 29 minutos do 1ª tempo que a partida foi paralisada por 7 minutos devido um episódio de injuria racial praticado por um torcedor identificado da equipe do Nacional A.C Muriaé. O fato foi presenciado pelo membro do corpo técnico da equipe Venda Nova F.C SAF sr Ricardo Xavier da Cruz e Delegado da partida sr André Lincoln. Foi acionado o protocolo antirracismo e o Suspeito foi conduzido pela Policia Militar até a Delegacia da Região, no qual foi lavrado boletim de ocorrência — diz o documento.

Com o empate por 1 a 1, o Venda Nova fica na segunda colocação do Hexagonal Final com quatro pontos somados ao lado do Paracatu, que lidera pelo saldo de gols (2 a 1). O Nacional de Muriaé é quarto colocado com dois pontos. Os dois primeiros sobem para o Módulo 2.

Não é a primeira vez que Raphael Noeinstein de Araújo passa por uma situação de injúria racial em campo. O árbitro denunciou ser vítima de insultos racistas em julho deste ano, quando apitava uma partida de um torneio amador em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Raphael Noeinstein (centro) foi vítima de suposta injúria racial na partida entre Campolina e Dedé pelo Amador de Esmeraldas em julho — Foto: Arquivo pessoal

De acordo com o relato do árbitro, Guilherme Gabriel Pires, de 29 anos, estava no meio da torcida enquanto acontecia a partida entre Campolina e Dedé, no Estádio Deodoro Campolina, quando começou a chamá-lo de "negão". Ao ser repreendido pelo árbitro assistente, Marcyano Pires, o suspeito começou a chamar o árbitro de "macaco". O suspeito foi preso pela Polícia Militar e posteriormente foi liberado.