Por Redação do ge — São Paulo
06/11/2026 15h43 Atualizado 06/11/2026
Gabriel Bortoleto usou um colete de resfriamento no 1º treino livre do GP Brasil de F1, nesta sexta-feira, terminando a sessão na 8ª colocação.
O equipamento foi criado após o GP do Catar de 2023 e funciona com líquido resfriado circulando por 48 metros de tubos sob o macacão.
A FIA tornou o uso obrigatório sob calor extremo acima de 31°C, mas pilotos que optarem por não usá-lo devem carregar 0,5 kg de lastro.
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Gabriel Bortoleto utilizou um colete de resfriamento durante o primeiro treino livre do GP Brasil de Fórmula 1 2026, nesta sexta-feira (6), em Interlagos. O equipamento ajuda a controlar a temperatura corporal dos pilotos dentro do cockpit, ambiente que pode atingir temperaturas bastante elevadas durante as atividades de pista. O brasileiro terminou a primeira sessão do dia na oitava colocação.
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O sistema de resfriamento foi desenvolvido como uma das medidas para proteger os pilotos em condições extremas de calor, especialmente após o GP do Catar de 2023. Na ocasião, as altas temperaturas no circuito de Lusail provocaram problemas físicos em diversos pilotos. Alguns terminaram a prova passando mal e precisaram de atendimento médico.
Gabriel Bortoleto com colete de resfriamento no GP Brasil de F1 2026 — Foto: Reprodução
O equipamento de resfriamento é composto pelo colete à prova de fogo, utilizada por baixo do macacão, com aproximadamente 48 metros de pequenos tubos distribuídos pelo tronco e pelas costas do piloto. Por eles, circula um líquido resfriado por um sistema instalado no carro, que conta com componentes como bomba e unidade de armazenamento térmico. O mecanismo ajuda a retirar calor do corpo e a melhorar o conforto térmico do competidor durante a atividade.
O regulamento técnico da Fórmula 1 deixa bem claro que esse sistema tem como único objetivo de permitir um resfriamento adicional aos pilotos – portanto, não abre brecha para que as equipes obtenham vantagens esportivas.
Gabriel Bortoleto no treino 1 do GP Brasil de Fórmula 1 — Foto: Sérgio Soares/RF1
A FIA passou a prever a adoção do colete em etapas com condições extremas de calor em 2025, ocorrendo pela primeira vez no GP de Singapura. O uso do sistema de resfriamento é obrigatório mediante a declaração de um alerta de calor extremo, acionado quando a previsão indica índice superior a 31°C em algum momento da sprint ou da corrida principal.
Por outro lado, o uso do colete se manteve como opcional para a temporada 2026, uma vez que o equipamento não é unanimidade entre os pilotos. Quem optar por não utilizá-lo precisa ter 0,5 kg de lastro adicional instalado no cockpit, conforme determina o regulamento esportivo da F1.
A temperatura no Autódromo de Interlagos deve variar entre 14°C e 30°C ao longo do fim de semana, com condições mais amenas durante a classificação, no sábado, e a corrida, no domingo. Nesta sexta-feira, os termômetros devem marcar entre 19°C e 23°C, com possibilidade de chuva durante o segundo treino livre.